Thursday, December 28, 2006

Deftones e Korn na nova compilação Family Values


Deftones, Korn, Stone Sour, Flyleaf e 10 Years são as bandas presentes na nova compilação Family Values a ser editada em CD e DVD.
Os Korn fazem um mash-upde «Shoots And Ladders» e «Wicked» com Chino Moreno dos Deftones. Corey Taylor, dos Stone Sour, junta-se aos Korn em «Freak On A Leash», e aos Flyleaf numa versão de «Pride (In The Name Of Love)» acompanhado de Richard Patrick dos Army Of Anyone.

(Disco Digital - 28-12-2006)

Wednesday, December 27, 2006

«The Best of Sepultura», Sepultura

Os Sepultura foram uma das mais importantes bandas da cena metaleira de 90. «The Best of Sepultura» no seu período áureo, aquele que contou com Max Cavalera a dar a cara pela banda.
Se nos concentrarmos no heavy metal da década de 90, verificamos que algumas tendências mais conservadoras de períodos anteriores foram substituídas por sofisticações que passaram pela introdução de riffs com groove, por exemplo, ou até pequenas pitadas de electrónica.
Nesse período, bandas como Pantera, Fear Factory ou Sepultura destacaram-se. Os brasileiros assinaram pelo menos dois clássicos nesta década com «Roots» e «Chaos A.D.» que, de certa forma, servem ainda hoje para o seu sustento já sem o compositor da altura Max Cavalera. Este partira então para formar os Soulfly.
«The Best of Sepultura» contempla de forma feliz e nada inocente os seus mais importantes momentos entre 1989 e 1996, ou seja, todos aqueles que contaram com a participação de Max Cavalera. Por aqui, se encontram «Arise», «Roots Bloody Roots», «Refuse/Resist» e «Ratamahatta», entre outros.
«The Best of Sepultura» é mesmo um best of. Não é preciso ouvir mais nada do Sepultura porque a sua intemporalidade no espaço fechado do metal vai ficar circunscrita a estas canções.

Sepultura«The Best of Sepultura»Roadrunner/Universal
(Disco Digital - 27-12-2006)

Saturday, December 23, 2006

Bono distinguido por Isabel II pela sua obra musical e humanitária


Bono, o cantor irlandês e vocalista do grupo de rock U2, vai ser distinguido pela rainha Isabel II de Inglaterra pela sua obra musical e humanitária, anunciou hoje a embaixada da Grã-Bretanha em Dublin.
Bono, de 46 anos, vai receber a medalha de Grande Cavaleiro da Ordem do Império Britânico "em reconhecimento pelos seus serviços na indústria musical e pelo seu trabalho humanitário", indicou em comunicado a embaixada.
A cerimónia deverá decorrer em Dublin, em Janeiro de 2007.
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, elogiou o acontecimento - a distinção é atribuída pela rainha após recomendação do governo - afirmando que B ono merece este título pelo "notável" trabalho humanitário que tem efectuado ao longo dos anos.
Blair elogiou igualmente o "papel inestimável" que o cantor desempenhou na organização do "Live 8", o mega-concerto organizado, em Londres e em muitas outras capitais, a favor da luta contra a pobreza. Este concerto foi organizado por ocasião da cimeira do G8 de Gleneagles , na Escócia, em Julho de 2005.
"Sem a vossa contribuição pessoal, não poderíamos ter obtido os resulta dos que obtivemos", assegurou Blair em comunicado. "Pela sua música e determinação em ajudar na luta contra a pobreza no m undo, tem sido uma fonte de inspiração", acrescentou.
O cantor irlandês, que luta para que os países ricos façam mais pela lu ta contra a Sida e contra a pobreza, demonstrou-se "muito honrado", segundo um c omunicado dos U2 no seu site, "particularmente se esta distinção abrir portas à sua longa campanha de trabalho contra a pobreza em África".

(Lusa – 2006.12.23)

Thursday, December 21, 2006

«Live! Tonight! Sold Out!!», Nirvana


A reedição de uma obra marcante dos Nirvana. Inicialmente lançada em VHS, entramos sem pedir licença no mundo de Kurt Cobain, Dave Grohl e Krist Novoselic, num documentário que apesar de importante parece, por vezes, datado.

Quando «Live! Tonight! Sold Out!!» foi lançado, já os Nirvana se encontravam defuntos por via da morte de Kurt Cobain. Inicialmente, o projecto passou por lançar um vídeo caseiro com imagens de ensaios, concertos e programas de televisão, na maior parte dos casos com um propositado descuido técnico.
A nível de realização e insonorização, é hoje possível conseguir uma melhor gravação com um telemóvel. Mas será que aqui se procurava um registo primoroso? Nem por sombras. Esta é uma viagem com bilhete de ida até ao atormentado mundo dos Nirvana em que é possível, por exemplo, observar o seu desconforto nas entrevistas.
Sejamos claros, esta é uma oportunidade rara de conhecer de perto o último grande mito do rock, numa altura em que a distância ainda conseguia limitar o acesso à informação. Este «Live! Tonight! Sold Out!!», por ter sido lançado a título póstumo, contribuiu ainda mais para esse facto, numa altura em que muito se discutiu sobre o suposto fim de uma geração.
Todavia, a imagem de cool loser de Kurt Cobain apesar de bem retratada chega a parecer ridícula e sem nexo nos dias que correm. Esta reedição vem também acompanhada de um concerto em Amesterdão, em 1992, que não deixa de ser uma boa sinopse do que era a banda em palco.
Nirvana«Live!, Tonight!, Sold Out!!»Geffen/Universal

(Disco Digital - 21-12-2006)

Wednesday, December 06, 2006

Thom Yorke canta Neil Young em álbum de beneficiência


Thom Yorke vai gravar uma versão de «After The Gold Rush», um original de Neil Young, numa compilação que visa angariar fundos para a Bridge School, uma organização não governamental que apoia pessoas debilitadas fisicamente com deficiências na fala.
O disco que terá como título «The Bridge School» conta com as presenças de Lou Reed, REM e Tom Waits.

(Disco Digital - 05-12-2006)

À venda por fortuna matriz de disco Velvet Underground que foi pechincha


A matriz de um disco da banda norte- americana Velvet Underground, considerada uma raridade da história do rock e comprada por um canadiano por 75 cêntimos num mercado nova- iorquino, está agora à venda num leilão online por 130.000 dólares.
Apesar do valor já alcançado, correspondente a cerca de 100.000 euros, a licitação da peça adquirida em 2002 pelo cidadão canadiano só termina sexta-feira às 20:00.
Trata-se de uma matriz de uma das primeiras gravações em estúdio da banda nova-iorquina, na década de 1960, sob a produção e tutela de Andy Warhol, que tem um alinhamento diferente do que acabou por ser comercializado, razão pela qual os especialistas a classificam como um dos achados mais importantes da história do rock.
Segundo Warren Hill, o canadiano que a descobriu, é a versão definitiva do primeiro disco do grupo, intitulado "The Velvet Underground and Nico" e considerado por alguns o melhor primeiro disco da história do rock.
O músico Brian Eno, citado pelo diário britânico The Guardian, assinalou que só uma centena de pessoas o comprou quando foi colocado à venda.
O disco colocado em leilão na página do eBay é de acetato, um dos que eram gravados em estúdio para que os músicos pudessem ouvir as gravações do dia em casa.
Cinco das canções têm versões iguais às que saíram no disco que foi comercializado, mas outras quatro são versões diferentes:
"Heroin", "I'm Waiting for the Man", "European Son" e "Venus in Furs".

(Lusa 2006.12.06)

Monday, December 04, 2006

«The Black Parade», My Chemical Romance

Pontas-de-lança de um rock muito em voga por estes dias em terras do Tio Sam, os My Chemical Romance têm gerado quase tantos ódios como amores. «The Black Parade», terceiro de originais, prova, citando o provérbio, que nem tanto à terra nem tanto ao mar.
Os norte-americanos My Chemical Romance são praticantes de um rock com vistas largas em termos de definições: tanto tocam no emo como no momento seguinte estão na mais pura pop para desembocar, posteriormente, em pomposos arranjos orquestrais.
«The Black Parade», disco conceptual, pretende assumir-se como o álbum da maioridade da banda de Gerard Way. Agrupa guitarras, sensibilidade, emoções, energia, num registo auspicioso mas algo perdido por entre tamanha imensidão de recursos.
Liza Minelli é improvável convidada (em «Mama») num registo que consolida os My Chemical Romance como um dos mais fortes nomes do actual rock mainstream norte-americano. Com uma nova imagem, a banda enfatiza a sua componente teatral e visual não deixando, no entanto, de conceber algumas boas canções.
A parada negra dos My Chemical Romance vai garantir os mesmos amores e ódios de outrora: os fãs continuarão seduzidos pela energia punk acoplada à pomposidade de uns Queen enquanto que os detractores permanecerão fiéis nas críticas ao suposto vazio musical do colectivo. Efeito directo de um disco que, longe de perfeito, apresenta uma banda com imensa ambição. Mas sem nunca ultrapassar a ténue linha que separa ambição de pretensiosismo.

(Disco Digital 2006.12.04)