Thursday, November 16, 2006

Poemas de Saramago cantados por Luís Pastor, João Afonso e outros

Um livro-disco intitulado "Nesta esquina do tem po - En esta esquina del tiempo" com poemas de José Saramago interpretados por L uís Pastor, Pasión Vega, João Afonso e Lourdes Guerra, vai ser lançado sexta-fei ra.
A edição em formato de livro inclui dois CD com 14 poemas de Saramago, sendo um CD cantado em espanhol e outro em português.
Saramago assina o prólogo e a jornalista Pilar del Rio, sua mulher, a i ntrodução, onde recorda o encontro entre o escritor e o cantor Luís Pastor e as cumplicidades partilhadas.
A iniciativa deste CD, conta Pilar del Rio, partiu de Pastor, que disse a Saramago que ia compor música para os seus poemas e os ia gravar em português , ao que escritor terá apenas respondido: "oxalá".

"Ergo uma rosa" é um dos poemas gravados que foi inicialmente cantado p or Pastor e Pasión Veja na casa do Prémio Nobel em Lanzarote (Arquipélago espanh ol das Canárias).
Pilar salienta "a finura" com que Pastor se deteve neste projecto e a " atenção" de João Afonso, sublinhando o empenho de Lourdes Guerra que considera a sua "alma e voz".
No seu prólogo, Saramago salienta a "doçura doutra época" e "calor espe cial" que a língua portuguesa tem na voz "áspera e ao mesmo tempo suave" de Past or, que também canta em espanhol.
O livro-disco é ilustrado com pinturas de Javier Fernandez de Molina.
As gravações decorreram em Lisboa e Madrid, com produção de João Lucas e Luis Fernández.
Além de "Ergo uma rosa" são cantados, entre outros, "Inventário" e "à e squina do tempo", que titula o livro-disco, editado pela Sony/BMG.
Luís Pastor é um dos mais conceituados cantautores espanhóis, nascido n a província de Cáceres, em 1952. Começa a cantar na década de 1970, fazendo o pe rcurso da emigração espanhola na Europa.
Em 1972 editou o seu primeiro single, que incluiu "La huelga del ocio" e "Con dos años", temas proibidos pela censura franquista.
Deste então editou dezenas de álbuns e em 2005 recebeu o Prémio de Músi ca Popular Gabriel García Matos e o Prémio de Lealdade Republicana.

(Lusa – 2006.11.16)

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